ANS quer estimular participação do paciente para melhoria do cuidado em saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer estimular uma maior participação do paciente nas decisões relacionadas à saúde, contribuindo, assim, para qualificar o cuidado e tornar o usuário mais consciente sobre suas necessidades. Para isso, a reguladora está lançando o projeto “Sua Saúde: Informe-se e Faça Boas Escolhas”. A iniciativa é inspirada em ações desenvolvidas em outros países e busca falar diretamente com o paciente, fornecendo informações relevantes e orientando sobre questões relacionadas ao cuidado e tecnologias utilizadas no diagnóstico e tratamento de doenças.

O projeto conta com a parceria de 17 instituições, incluindo entidades médicas, acadêmicas e de apoio ao paciente. O grupo, coordenado pela ANS, propõe um conjunto de informações que está sendo disponibilizado no portal da Agência com o intuito de melhorar o entendimento do paciente sobre sua situação de saúde e sobre o seu papel no tratamento. A página do projeto será atualizada periodicamente, com a inserção de novos conteúdos. O primeiro tema a ser abordado é a comunicação com o responsável pelo cuidado. Para isso, são dadas dicas sobre como o paciente deve se preparar para uma consulta. Essa interlocução é componente fundamental da atenção em saúde e, quando bem feita, além de aumentar o bem-estar e a confiança do paciente, pode potencializar os resultados positivos do tratamento.

“O projeto Sua Saúde é uma iniciativa que estimula uma participação mais proativa do paciente em relação à tomada de decisão em saúde, focando na informação de qualidade compartilhada com os outros responsáveis pelo cuidado”, explica Daniele Pinto da Silveira, especialista em regulação e assessora técnica da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da ANS. “Com esse projeto, queremos oferecer ferramentas ao paciente para que ele de fato participe das decisões que lhe afeta, questione e saiba que podem existir alternativas de diagnóstico e tratamento. Queremos o paciente como protagonista do cuidado”, destaca. Daniele ressalta que em sistemas de países do mundo inteiro tem-se observado um crescimento da abordagem centrada e focada na experiência do usuário, e a comunicação tem papel fundamental, contribuindo para os resultados do cuidado.

O primeiro conjunto de informações disponibilizado contempla orientações gerais para que o paciente realize uma boa consulta, com dicas que devem ser observadas antes, durante e depois do atendimento. Também são sugeridas perguntas essenciais que o paciente pode fazer ao responsável pelo cuidado em relação a procedimentos e exames:

1. Esse exame/procedimento é realmente necessário?
2. Quais são os benefícios, as contraindicações e os efeitos colaterais desse exame/procedimento?
3. Existem opções mais simples e seguras?
4. O que acontece se eu não investigar ou se eu não tratar meu problema?
5. Quais são os custos envolvidos?

“É muito importante que as pessoas saibam que é esperado que façam perguntas e procurem compreender melhor o que se passa quando sofrem com algum problema de saúde. Muitas vezes os pacientes não questionam sobre sua condição de saúde quando estão em uma consulta e acabam buscando outras fontes para orientação, nem sempre adequadas. Essas perguntas que estamos sugerindo podem colaborar para um melhor resultado do cuidado e também para uma melhor relação médico-paciente. São perguntas que podem surgir naturalmente durante a conversa com seu médico ou outro profissional de saúde que o acompanha”, diz Daniele.
Os responsáveis pelo cuidado (médicos e demais profissionais de saúde) são parte fundamental dessa relação e, como tal, também ganham com as medidas sugeridas pela iniciativa. Entre os benefícios estão a maior adesão do paciente ao tratamento, com maior probabilidade de obtenção de bons resultados, a fidelização do paciente ao profissional de saúde, a diminuição do risco de entendimento equivocado das prescrições e recomendações e maior satisfação do profissional de saúde com sua prática clínica.

Sobre o projeto

O projeto Sua Saúde nasceu da participação de representantes de pacientes em fóruns constituídos pela ANS e é inspirado em experiências como a Slow Medicine, o Talking to your Doctor (NIH/EUA), o programa NHS Choices e a iniciativa conhecida como Connecting to patients and people who use services, estes últimos do governo do Reino Unido.
O conteúdo foi construído com o apoio de um Grupo Técnico (GT) formado e coordenado pela ANS e composto por 17 instituições. Confira abaixo os parceiros do Sua Saúde:

 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP);
 Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/FIOCRUZ);
 Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ);
 GVSaúde/FGV-EAESP;
 Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN);
 Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML);
 Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV);
 Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC);
 Hospital Sírio-Libanês;
 Hospital Israelita Albert Einstein;
 Hospital Pró-Cardíaco;
 Associação Médica Brasileira (AMB);
 Grupo AMIL;
 Unimed BH;
 Gama Saúde;
 Banco Safra;
 Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE).

A iniciativa também surge no contexto de ações em andamento na ANS voltadas à indução da qualidade do setor, intensificadas a partir de 2014 com a proposição de cinco eixos prioritários: Oncologia (Projeto OncoRede); Cuidado ao Idoso (Projeto Idoso Bem Cuidado); Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME); Odontologia (Projeto Sorrir) e Atenção ao Parto e Nascimento (Parto Adequado). Com informações da Agência ANS.

Fonte: Forum Saúde Digital

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Sou familiarizado com o Watson, da IBM, diz Dr. Dráuzio Varella

Em uma entrevista publicada no site mobiletime.com.br, Dráuzio Varella destaca…

O programa de câncer de mama do Watson é muito interessante porque usa os dados dos doentes para te apresentar as opções de tratamento, com as vantagens e desvantagens de cada um. Isso ajuda o médico, porque ele não tem condição de acompanhar tudo o que está acontecendo. Eu estudo, vou a congressos, e mesmo assim volta e meia aparece algo que nunca tinha visto na minha especialidade, que é câncer de mama. Quanto à relação médico-paciente, eu não vejo como um problema. Uma coisa não vai substituir a outra. O paciente sempre vai precisar de alguém que filtre essa informação toda e o ajude a decidir qual o melhor caminho a seguir. Essa é a diferença do médico moderno e aquele do passado. O do passado redigia uma lista de remédios com garranchos que só os farmacêuticos entendiam. O paciente não podia perguntar nada e se não fizesse o tratamento direito ainda era mandado embora. O médico era uma autoridade. A função do médico é dar alternativas. Quais as desvantagens de cada uma delas, indicar uma outra e explicar o porquê. No final, você tem que chegar a um consenso. A tecnologia só ajuda, porque ela me dá todos os dados que preciso para te aconselhar.

Há um site chamado Adjuvant! Online que analisa dados de câncer de mama de pacientes e mede o risco de a doença voltar com quimioterapia ou hormonioterapia. O sistema te informa o risco de cada tratamento, com base num banco de dados enorme. Então, por exemplo, se a chance de cura for de 92% sem quimioterapia por que fazê-la? Esse tipo de  informação é absolutamente fundamental. Assim não ficamos mais dependentes da impressão do médico.

Leia a entrevista na íntegra, vale a apena: Clique aqui

4P´s da Gestão da Inovação

INDICADO PARA negócios de todos os portes, mas esta ferramenta foi desenvolvida considerando pequenas e médias empresas.

SERVE PARA o empreendedor organizar a capacidade de inovação de sua empresa para torná-la mais competitiva de forma contínua.

É ÚTIL PORQUE oferece uma visão abrangente sobre como a inovação pode ser gerida em organizações de menor porte.

SOBRE A FERRAMENTA: A abordagem dos 4Ps já foi muito bem-sucedida no planejamento de marketing e basicamente consiste em quatro áreas de decisões (produto, praça, preço e promoções) que o gestor pode tomar com o intuito de fortalecer as vendas de sua empresa. Os 4Ps da inovação seguem a mesma lógica e consistem em quatro áreas de decisões (propósito, processos, pessoas e políticas) que o empreendedor precisa considerar para fortalecer e/ou consolidar a capacidade de inovação de seu negócio.

Como usar: Para que isso ocorra, é preciso considerar as seguintes sugestões para cada um dos 4Ps da Gestão da Inovação:

1) Propósito de inovar: A primeira reflexão diz respeito ao propósito da inovação para o seu negócio.

2) Processos para inovar: Depois que a empresa esclarecer que definição de inovação irá empregar, seu alinhamento com a estratégia e as metas, deve definir os processos para começar a transformar novas ideias em fontes de lucro.

3) Pessoas para inovar: Para que os processos de inovação funcionem, tenha em sua empresa pessoas que se encaixem em duas categorias: empreendedoras (as que percebem oportunidades e têm perseverança até conseguirem a implementação) e as gestoras (são flexíveis, mas orientadas para transformar conceitos intangíveis em resultados mensuráveis).

4) Políticas para inovar: De nada adianta a empresa saber definir o que é inovação e como ela contribui para o resultado do negócio, definir os processos e ter as pessoas certas para inovar se não criar condições para que a inovação realmente aconteça. Para que isso ocorra, defina políticas de gestão.

A figura a seguir, destaca o formulário de autodiagnóstico para que possa atuar nesse processo.

formulario.JPG

Utilize o formulário para ter uma base de conhecimento, e a partir daí uma melhor organização sobre o conceito de inovação, processos, política, pessoas e o propósito.

Baixe o artigo completo clicando aqui: ME_4Ps-Gestao-Inovacao

Fonte: http://cms-empreenda.s3.amazonaws.com Acesso em: 15/03/2017

 

Médicos ligados às novas tecnologias têm a preferência das pessoas

A evolução das conexões interpessoais através dos meios digitais já é uma realidade há algum tempo. Desde o surgimento do e-mail, passando pelos mensageiros online, até o presente momento dos aplicativos de mensagens instantâneas, percebeu-se a comodidade de usar a evolução da tecnologia para, além de se comunicar, otimizar questões que envolvem toda a vida das pessoas.

Quem nunca resolveu alguma situação pelo Whatsapp e ganhou tempo para aproveitar outras coisas?

Gerações conectadas, preferências alteradas

A tecnologia sempre correu lado a lado com a execução da medicina, porém, quando falava-se da conexão entre paciente e médico/consultório, as coisas eram mantidas nos métodos mais tradicionais. Entretanto, segundo os pacientes, isso está prestes a mudar.

Buscando entender como é a comunicação entre prestadores de serviço de saúde e seu público, a empresa Salesforce realizou uma pesquisa com mais de 736 adultos e identificou que 62% dos entrevistados estão abertos a atendimentos virtuais, e mais, 59% destes escolheriam um médico que oferecesse um sistema móvel capaz de marcar consultas e trocar dados de saúde.

Em outra pesquisa realizada pela Accenture, foi constatado que um, em cada quatro médicos no brasil, usam de forma rotineira meios digitais para comunicar-se com seus pacientes. Segundo estes, tal feito tem se mostrado muito útil para a demonstração e reconhecimento da qualidade no atendimento.

As principais mudanças acontecem dentro do consultório

A evolução da comunicação com o paciente também traz resoluções internas como, por exemplo, a redução de custos com agendamentos e o melhor entendimento de todo o ecossistema que envolve a entrada e saída do paciente na clínica, otimizando tempo e, consequentemente, melhorando o gerenciamento de capital.

O aprimoramento tecnológico do controle das situações do dia a dia de um consultório é um caminho obrigatório para o tempo presente. A centralização online de todos os processos de gestão, juntamente da mobilidade de informações, estão cada vez mais tornando-se fatores de decisão para pacientes, pois contribuem para a qualidade de vida de todos os envolvidos. Afinal, o paciente esquecido não perde sua desejada consulta e o médico, bem como seus colaboradores, não desperdiçam seu valioso tempo em busca de inúmeras gavetas de papéis ou pilhas de cadernos.

Fonte: https://clinicanasnuvens.com.br

Wearable – Internet das Coisas

O numero de objetos já conectados à internet em 2015 é muito expressivo. As previsões até 2020 chegam a considerar 200 bilhões de objetos ligados à internet (projeção feita pela Intel).

O conceito por trás disso é o IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) que presume uma conexão universal, de qualquer objeto, em qualquer horário e em qualquer lugar, ao ambiente da internet (usando HWs, SWs, aplicativos e uma arquitetura padrão), o que revoluciona o mundo e a forma de como vamos fazer nossas tarefas e trabalhos nos próximos anos.

Ocorre que se levarmos estes conceitos para a área de saúde, vamos enxergar um inúmero contingente de wearables ou healthwears, objetos que “vestimos” nos nossos corpos e que através deles conseguimos medir, diagnosticar, e até atuar terapeuticamente nas nossas condições de saúde. Fora isso, há também um volume grande de health-ons que está surgindo no mercado. Produtos injetáveis que permitem de dentro do nosso corpo medir, diagnosticar e atuar ainda mais terapeuticamente na nossa saúde.

Este outro lado está crescendo de forma absurda, por conta da chamada nanomedicina, e também do foco, cada vez maior, de diminuir a invasividade dos procedimentos clínicos. Cirurgias cada vez menos invasivas estão no radar destes trabalhos.

Entre as aplicações que vemos hoje no mercado estão:

  • Cirurgias robóticas cardíacas menos invasivas;
  • Controle de pacientes em coma (Sensores de movimento em ultrassom);
  • Controle e monitoramento de condições de saúde ou de exercícios físicos;
  • Prevenção de doenças ou ataques (Nanomedicina aplicada para prever bloqueios de artérias, incluindo a criação de pontes artificiais evitando uma situação de óbito);
  • Detecção de doenças no seu início, provendo uma capacidade muito maior de cura e um custo muito menor de tratamento;
  • Monitoramento de pacientes crônicos, incluindo sinais vitais (eletrocardiograma, açúcar no sangue, oximetria, pressão),melhorando a qualidade de sua saúde, ajudando no tratamento e reduzindo o volume de internações dos mesmos (diabetes, obesidade, hipertensão, asma, parkinson, alzheimer, dpoc, dentre outros);
  • Informação em tempo real transmitida direto do paciente a uma facilidade de tratamento mais próxima, aos seus médicos, etc.;
  • Maior autonomia para pessoas idosas em suas moradias através de equipamentos que possam dar alertas a distância e/ou chamar um serviço de APH;
  • Controle de dispensação correta de medicamentos na hora certa pelos pacientes que influencia em uma gama muito grande de patologias;
  • Controle de dados respiratórios apontando com incipiência possíveis problemas pulmonares, dentre outras causas.

Enfim, pode se citar uma gama maior ainda de atividades que permitem o controle em objetos wearable/ healthwear ou healthons ligados ao corpo do indivíduo.

Dentro deste conceito, se olharmos a IoT na Medicina ou o Health IoT, como é chamado em alguns lugares, o que realmente estamos conectando à Internet não são os objeto conectados ao nosso corpo, mas, sim, os próprios corpos, daí a denominação Internet of Bodies (IoB).

Se levarmos esta definição a uma descrição básica, seria a de uma conexão universal, do corpo humano, em qualquer horário e em qualquer lugar ao ambiente da internet, o que revoluciona a saúde e a forma como a gerimos em nossas vidas, melhorando a nossa segurança clínica, reduzindo e mitigando riscos a nossa saúde, reduzindo os custos da saúde na sociedade, aparelhando mais os hospitais, os ambulatórios, os médicos e os enfermeiros em suas atividades.

Preocupações como acesso de “hackers” e falhas de segurança passam a ser vitais para o funcionamento de uma arquitetura capaz de atender estas necessidades, diferentemente de qualquer outra aplicação de IoT, pois estamos falando direto do corpo humano.

A preocupação de evitar falhas nos sistemas, ou seja, continuidade, integridade, disponibilidade e imunidade a falhas é mais ainda importante, logo estamos falando de um novo foco em qualidade de software, tanto em seu desenvolvimento como na gestão de sua operação, sendo que o software deve chegar a “erro zero”.

Quaisquer projetos nesta área devem levar em conta esta visão.

*artigo publicado na 36ª edição da revista Healthcare Management.

Fonte:http://healthcaremanagement.grupomidia.com

Google lança ferramenta para consulta de informações sobre doenças no Brasil

O Google disponibilizou a partir desta quarta-feira (9) no Brasil uma nova ferramenta para consulta de informações sobre doenças, com o objetivo de trazer resultados mais precisos para as buscas relacionadas a saúde no site. O Brasil é o segundo país do mundo a receber a plataforma, que foi lançada pela primeira vez nos Estados Unidos, no ano passado.
A partir de hoje, qualquer condição médica buscada na plataforma, além dos resultados normais, trará um “painel” destacado ao lado direito da página com as características mais importantes da doença. No painel, usuários poderão encontrar informações como vetores de transmissão, sintomas mais comuns, faixas etárias e gênero mais afetados, entre outras orientações médicas gerais.

Leia a Matéria completa:
https://canaltech.com.br/noticia/saude/google-lanca-ferramenta-para-consulta-de-informacoes-sobre-doencas-no-brasil-59601/