Wearable – Internet das Coisas

O numero de objetos já conectados à internet em 2015 é muito expressivo. As previsões até 2020 chegam a considerar 200 bilhões de objetos ligados à internet (projeção feita pela Intel).

O conceito por trás disso é o IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) que presume uma conexão universal, de qualquer objeto, em qualquer horário e em qualquer lugar, ao ambiente da internet (usando HWs, SWs, aplicativos e uma arquitetura padrão), o que revoluciona o mundo e a forma de como vamos fazer nossas tarefas e trabalhos nos próximos anos.

Ocorre que se levarmos estes conceitos para a área de saúde, vamos enxergar um inúmero contingente de wearables ou healthwears, objetos que “vestimos” nos nossos corpos e que através deles conseguimos medir, diagnosticar, e até atuar terapeuticamente nas nossas condições de saúde. Fora isso, há também um volume grande de health-ons que está surgindo no mercado. Produtos injetáveis que permitem de dentro do nosso corpo medir, diagnosticar e atuar ainda mais terapeuticamente na nossa saúde.

Este outro lado está crescendo de forma absurda, por conta da chamada nanomedicina, e também do foco, cada vez maior, de diminuir a invasividade dos procedimentos clínicos. Cirurgias cada vez menos invasivas estão no radar destes trabalhos.

Entre as aplicações que vemos hoje no mercado estão:

  • Cirurgias robóticas cardíacas menos invasivas;
  • Controle de pacientes em coma (Sensores de movimento em ultrassom);
  • Controle e monitoramento de condições de saúde ou de exercícios físicos;
  • Prevenção de doenças ou ataques (Nanomedicina aplicada para prever bloqueios de artérias, incluindo a criação de pontes artificiais evitando uma situação de óbito);
  • Detecção de doenças no seu início, provendo uma capacidade muito maior de cura e um custo muito menor de tratamento;
  • Monitoramento de pacientes crônicos, incluindo sinais vitais (eletrocardiograma, açúcar no sangue, oximetria, pressão),melhorando a qualidade de sua saúde, ajudando no tratamento e reduzindo o volume de internações dos mesmos (diabetes, obesidade, hipertensão, asma, parkinson, alzheimer, dpoc, dentre outros);
  • Informação em tempo real transmitida direto do paciente a uma facilidade de tratamento mais próxima, aos seus médicos, etc.;
  • Maior autonomia para pessoas idosas em suas moradias através de equipamentos que possam dar alertas a distância e/ou chamar um serviço de APH;
  • Controle de dispensação correta de medicamentos na hora certa pelos pacientes que influencia em uma gama muito grande de patologias;
  • Controle de dados respiratórios apontando com incipiência possíveis problemas pulmonares, dentre outras causas.

Enfim, pode se citar uma gama maior ainda de atividades que permitem o controle em objetos wearable/ healthwear ou healthons ligados ao corpo do indivíduo.

Dentro deste conceito, se olharmos a IoT na Medicina ou o Health IoT, como é chamado em alguns lugares, o que realmente estamos conectando à Internet não são os objeto conectados ao nosso corpo, mas, sim, os próprios corpos, daí a denominação Internet of Bodies (IoB).

Se levarmos esta definição a uma descrição básica, seria a de uma conexão universal, do corpo humano, em qualquer horário e em qualquer lugar ao ambiente da internet, o que revoluciona a saúde e a forma como a gerimos em nossas vidas, melhorando a nossa segurança clínica, reduzindo e mitigando riscos a nossa saúde, reduzindo os custos da saúde na sociedade, aparelhando mais os hospitais, os ambulatórios, os médicos e os enfermeiros em suas atividades.

Preocupações como acesso de “hackers” e falhas de segurança passam a ser vitais para o funcionamento de uma arquitetura capaz de atender estas necessidades, diferentemente de qualquer outra aplicação de IoT, pois estamos falando direto do corpo humano.

A preocupação de evitar falhas nos sistemas, ou seja, continuidade, integridade, disponibilidade e imunidade a falhas é mais ainda importante, logo estamos falando de um novo foco em qualidade de software, tanto em seu desenvolvimento como na gestão de sua operação, sendo que o software deve chegar a “erro zero”.

Quaisquer projetos nesta área devem levar em conta esta visão.

*artigo publicado na 36ª edição da revista Healthcare Management.

Fonte:http://healthcaremanagement.grupomidia.com

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